terça-feira, 17 de janeiro de 2012

As fronteiras borradas entre o sagrado e o profano

O neopentecostalismo surge num momento em que as fronteiras entre sagrado e secular estão cada vez mais diluídas. No esforço eclesiástico de dar sentido ao conteúdo bíblico para as novas gerações, os tradicionais limites que separavam a igreja de um modelo cultural secular foram progressivamente apagados, levando a um processo de nivelamento entre o sagrado e o secular.

As igrejas cristãs contemporâneas demonstram uma enorme tendência a sacralizar o profano, expressadas em eventos como o “Carnaval de Jesus”, a “balada gospel” ou a rave gospel. O sociólogo da PUC-Campinas, Luiz Roberto Benedetti, entende que essa postura das igrejas revela que “há, aqui, mais do que transposição, um nivelamento entre sagrado e profano” (As Religiões no Brasil, p. 132).

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A ÉPOCA DO BOM SENSO JÁ PASSOU


Época pisou na bola. E ela estourou. Bem perto do meu ouvido. E eu? Fiquei bem irritado.
Não é ser pseudo-intelectual, pseudo-crítico. É a vergonha que sinto por ver uma das maiores revistas nacionais com uma capa dessas. E vou expor meus argumentos. 
“traduz o valor da cultura popular para todas as classes” disse Época.
Aqui vai a música:
Nossa, nossa
Assim você me mata
Ai se eu te pego, ai ai se eu te pego
Delícia, delícia
Assim você me mata
Ai se eu te pego, ai ai se eu te pego
Sábado na balada
A galera começou a dançar
E passou a menina mais linda
Tomei coragem e comecei a falar
(O resto é repetição.)
1)    Vocês podem ver. É nítido. Não vejo representação de cultura popular nenhuma. Fala-se de uma balada, de um cara idiota que repete “assim você me mata”. Típica cantada canastrona, mas sem graça, porque não está dentro de um filme pastelão.
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